Apagar luzes

Ocupado demais ou se ocupando demais

Sobre a razão de sermos atarefados

 

Olá Amigos!

Primeiro, quero agradecer por tirarem um momento do seu dia atarefado para se dedicar a esta leitura.

Confesso que também sou uma pessoa dessas, um atarefado. E por ser atarefado, quis saber melhor o que isso queria dizer. Para tanto, ao “pai dos burros”! Recorri ao dicionário que me deu a seguinte definição:

Atarefado: 

adjetivo
que se atarefou
1 que tem tarefa a cumprir
2 que vive ou anda muito ocupado; sobrecarregado, azafamado
3 muito dedicado ao trabalho

(dicionário Houaiss)

Bom, pela número 1 vi que não era o caso, afinal todos temos determinadas tarefas a cumprir. Seria algo mais do que isso, essa frenética e incessante marcha em frente.

No número 2 achei algo interessante: sobrecarregado, ou que carrega mais do que suporta. Pensei aqui o que leva uma pessoa a se comprometer com tarefas que não pode cumprir ou que até pode, mas lhe irão custar uma exaustão tal, que não poderão fazer nada mais.

Mas foi na número 3 que achei o que procurava. “Muito dedicado ao trabalho”. Mas quem muito se dedica a algo, está de fato negligenciando alguma outra coisa. Quando estou muito dedicado ao trabalho, quer dizer que estou dedicado pouco ao que não é trabalho, como amigos, família, saúde, entre outros.

Agora veja, o que faz o atarefado ficar atarefado? Qual a razão primordial por trás de se ocupar com as coisas de forma tão exacerbada que não haja tempo para nada mais?

Quando em nossa vida temos situações com as quais não conseguimos ou não queremos lidar, o maior escape está em se focar em outra coisa, como trabalho, estudos, trabalhos domésticos ou seja qual for a tarefa, desde que ela nos mantenha ocupados o suficiente para não termos que enfrentar a situação com a qual precisamos lidar.

É como dizem: se está com uma baita dor de dente, dê um pisão em seu próprio pé e logo esquecerá da dor no dente, posto que a do pé a superará em muito.

Porém desviar o foco não faz o problema desaparecer. Ao contrário, faz com que um pequeno problema tenha tempo de crescer e se tornar uma situação insustentável.

Justamente por isso, meus amigos, que quero convidá-los a avaliarem seu nível de “atarefamento”, com o perdão da palavra.

Será que as tarefas às quais nos propomos, aquelas que nos deixam sem energia o final do dia, são de fato tarefas a serem cumpridas? Ou seriam elas apenas pequenas e justas desculpas, arranjadas de forma inconsciente para que não fiquemos à mercê de situações que não queremos?

Que tal tirar um tempinho de seu dia atarefado? Olhe em volta e perceba as situações que tem tomado o espaço em sua vida e priorize aquilo que precisa ser priorizado. Não confunda tempo sentado no sofá com tempo em família. Não confunda um tapinha nas costas como uma conversa satisfatória.

Ousemos ser diferentes queridos, ousemos ser maiores.

Um grande abraço a todos!

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